terça-feira, 6 de agosto de 2013

Google se baseia em redes neurais para melhorar seus serviços O já famoso carro autônomo da Google. (Fonte da imagem: Reprodução/Motortrend) Como você deve ter visto aqui no Tecmundo, cientistas já conseguiram fazer com que um supercomputador realizasse 1% do trabalho feito por um cérebro humano. No entanto, esta não é a única maneira pela qual a tecnologia pode se beneficiar deste órgão tão importante, complexo e que tem um funcionamento magnífico. Inspirando-se nas redes neurais — que, em uma explicação breve, é a comunicação entre os neurônios através das sinapses —, a Google é capaz de melhorar seus serviços e produtos, utilizando uma técnica conhecida simplesmente como “aprendizado profundo”, que faz uso de algoritmos para que máquinas entendam conceitos. E já tem coisa boa acontecendo... Esse processo de aprendizagem foi utilizado com sucesso para que o motor de buscas do Google examinasse diversas fotografias de gatos e aprendesse a reconhecer o animal — isso também pode acontecer com ideias mais abstratas, como saúde ou amor, por exemplo. Além disso, a técnica está sendo usada para que o carro autônomo da Gigante de Mountain View aprenda a seguir caminhos específicos. Apesar desses avanços, o dia em que as máquinas vão poder ser comparadas com o cérebro humano ainda está longe. Mas isso não quer dizer que a Google não esteja tentando, já que ela é a proprietária de um computador quântico de última geração e pode começar a desenvolver melhor a inteligência artificial a partir dele.

Carros sem motorista são testados em campus da USP(Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)
Três veículos que fazem parte do projeto CaRINA (Carro Robótico Inteligente para Navegação Autônoma) já circulam livremente pelo campus do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP). Os carros (que ainda não podem trafegar em vias públicas por questões de segurança) estão sendo testados em um terreno que oferece uma boa representação de ambientes urbanos.
De acordo com o professor Fernando Osório, que atua como coordenador no projeto, todos os testes são efetuados com um piloto capacitado no interior do veículo. “Se o sistema computacional deixa de emitir sinais para o controle ou sofre uma pane, esta pessoa pode intervir imediatamente e parar o veículo”, comenta.
Caso queira saber mais sobre a trajetória do CaRINA e conferir em detalhes o funcionamento do sistema, não deixe de ler nossa entrevista com Denis F. Wolf, um dos diretores do projeto. Ainda não há qualquer previsão para que o invento ganhe uma versão final – até agora, três edições do empreendimento já foram concebidas.


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