terça-feira, 23 de julho de 2013

Entenda como a Microsoft quer facilitar o armazenamento na nuvem A integração cada vez mais profunda com o sistema operacional pode transformar a nuvem no ambiente primário para o armazenamento de seus documentos.

Entenda como a Microsoft quer facilitar o armazenamento na nuvem(Fonte da imagem: Divulgação/SkyDrive)
Microsoft definitivamente quer que você substitua os discos rígidos pelo armazenamento na nuvem. Seguindo a linha da edição 2013 de sua famosa suíte Office, a empresa adicionou uma profunda integração entre seu serviço SkyDrive com a mais recente versão de seu sistema operacional, o Windows 8.1.
Agora, diferente do que ocorria ao utilizar quaisquer programas do gênero, o armazenamento remoto não se limita mais a somente um diretório de seu computador: você pode navegar, salvar e abrir documentos em sua conta com maior naturalidade, enquanto o SkyDrive pouco a pouco vai substituindo o Windows Explorer.
De acordo com Angus Logan, diretor de marketing de produto da Microsoft, a tendência é que precisemos guardar uma quantia cada vez maior de dados, um número tão massivo que se torna incompatível com a capacidade de dispositivos eletrônicos que estamos habituados a utilizar. E é justamente por isso que a Microsoft deseja transformar a “nuvem” em um local primário para guardar seus arquivos de forma segura, podendo acessá-los rapidamente a partir de qualquer aparelho conectado à internet.
Entenda como a Microsoft quer facilitar o armazenamento na nuvem(Fonte da imagem: Reprodução/GadgetGain)

O verdadeiro armazenamento remoto

Além disso, diferente de serviços como Box ou Dropbox (que copiam o arquivo sincronizado inteiro para seu HD), o SkyDrive mantém apenas alguns metadados e miniaturas para criar “representações” dos seus documentos armazenados na nuvem. Assim, você pode economizar um enorme espaço em seu disco rígido ao mesmo tempo em que trata seus arquivos remotos como se fossem arquivos locais (recortando-os, movendo-os ou copiando-os). Para ter uma ideia, a “representação” de uma pasta remota com 97 GBs pesa apenas 907 MBs em um computador.
E então, você também acha que os discos rígidos com alta capacidade de armazenamento estão com os dias contados? Estaria pronto para substituí-los por serviços como o SkyDrive? Deixe um comentário com a sua opinião!


13 tecnologias que podem ficar obsoletas em 10 anos Veja alguns dispositivos que estão com os seus dias contados.

Tecnologias que podem ficar obsoletas(Fonte da imagem: iStock)Quem diria que os disquetes deixariam de ser utilizados? O que falar, então, dos walkmans e discmans? Se você nasceu na década de 80, deve se lembrar também das já nostálgicas fitas cassete e das várias horas tentando usá-las para gravar uma música acompanhando a programação da estação de rádio de sua preferência.
Embora possa parecer que certos dispositivos vão nos acompanhar para o resto de nossas vidas, a tecnologia não para. Assim, algo que é muito moderno hoje pode não mais existir em um período de tempo muito menor do que poderíamos imaginar. Por outro lado, há coisas que mesmo um pouco obsoletas continuam a ser largamente utilizadas.
Abaixo, preparamos uma seleção com 13 exemplos de tecnologias que estão com os dias contados, com chances de serem completamente extintas em um período de 10 anos.

Máquinas fotográficas e filmadoras

Embora hoje esse tipo de dispositivo ainda seja bem comum, não há um lugar muito claro no futuro para as máquinas fotográficas portáteis e as filmadoras domésticas. Não estamos dizendo que as pessoas vão abandonar completamente os álbuns de família e os momentos importantes que devem ser armazenados como um pequeno vídeo caseiro.
A questão é que, atualmente, as câmeras presentes nos smartphones já conseguem substituir tais dispositivos de maneira eficiente. Além disso, como um ponto a mais para os celulares, eles costumam estar sempre conosco, diferente do que ocorre com as máquinas fotográficas, às quais recorremos apenas para o propósito de tirar fotografias.
Máquinas fotográficas portáteis(Fonte da imagem: iStock)
Da mesma maneira, os smartphones trazem aplicativos que permitem ajustar as imagens e adicionar filtros, que são recursos largamente utilizados atualmente. Vale apenas ressaltar que não estamos falando de equipamentos profissionais, pois esses sobreviverão por mais alguns anos. Porém, citando o universo de consumidores finais, é bem provável que as pessoas, com o tempo, passem a deixar de lado as máquinas fotográficas.

Linha telefônica fixa

Se você voltar no tempo, há alguns anos a ideia de que os telefones fixos seriam substituídos pareceria absurda. No entanto, atualmente, a telefonia móvel já apresenta preços muito acessíveis e planos que enquadram grande parte dos consumidores, sendo, em alguns casos, ainda mais atraentes do que as tarifas aplicadas nos planos domésticos.
Além disso, como citado no tópico anterior, o smartphone acompanha você a todos os lugares, enquanto uma linha doméstica só serve para localizá-lo na sua residência. Outro ponto que vale menção é o fato de a cada dia as pessoas utilizarem mais os serviços de VoIP para fazer ligações a partir do seu computador.
Telefones fixos(Fonte da imagem: iStock)
Os mensageiros instantâneos e as redes sociais também passaram a oferecer uma alternativa para a comunicação à distância, fazendo com que o telefone fixo seja menos utilizado para a tarefa. Por isso, é bem provável que os telefones fixos passem a ser deixados de lado gradualmente até o ponto de ficar completamente obsoletos.

Disco rígido

Fazendo uma breve análise e levando em consideração apenas os últimos anos, já é possível observar como a tecnologia para o armazenamento dos dados nos computadores sofreu várias alterações. Os tamanhos físicos diminuíram, a capacidade de guardar informações aumentou, a velocidade de gravação está mais alta e a tecnologia empregada é muito mais confiável (e melhor) do que há algum tempo.
Além dessas, muitas outras características poderiam ser apontadas. No entanto, ainda assim o disco rígido está com os dias contados, assim como os seus antecessores. Por mais que hoje os discos de estado sólido (SSD) ainda estejam com preços altos e espaços não tão atraentes, provavelmente em dez anos a história seja outra.
Discos rígidos(Fonte da imagem: iStock)
Hoje você já pode encontrar vários fabricantes que oferecem o SSD como dispositivo de armazenamento, por várias características como durabilidade, velocidade de gravação e de leitura. Adicionalmente, eles são mais estáveis que os HDs, fazendo com que os dias desse tipo de sistema estejam contados.

Óculos 3D

Desde o surgimento dos filmes em três dimensões, foi adotado esse “mecanismo” especial, feito para adaptar o olho humano ao tipo de imagem apresentado pelos efeitos do 3D. Porém, os óculos 3D não podem ser considerados “perfeitamente confortáveis”, além de o seu uso ser um pouco mais complexo quando você já precisa de óculos de grau.
Por isso, recentemente, várias tecnologias estão começando a apresentar resultados capazes de adaptar a visão para efeitos em três dimensões sem a necessidade de óculos especiais. Empresas como a HTC e a LG já lançaram dispositivos que permitem às pessoas experimentarem imagens 3D a olho nu, bem como já acontece com o Nintendo 3DS.
Óculos 3D também podem enfrentar a extinção(Fonte da imagem: iStock)
Assim, é apenas uma questão de tempo para que esse tipo de resultado seja adaptado também às telas grandes, eliminando a necessidade de existirem óculos 3D.

Controle Remoto

Voltando um pouco no tempo, muitos televisores não tinham controle remoto, fazendo com que as pessoas tivessem que sair da poltrona para trocar o canal na própria TV. Futuramente, há uma grande possibilidade de que esse tipo de dispositivo volte a desaparecer ou ao menos o aparelho dedicado a essa tarefa.
Adeus controle remoto(Fonte da imagem: iStock)
Isso porque muitos fabricantes estão desenvolvendo soluções que envolvam gestos e comandos de voz para a realizar as ações. Além disso, há aplicativos capazes de transformar os smartphones em controles eficientes para alguns aparelhos. Embora tais recursos ainda possam levar alguns anos para ser aprimorados, a tendência é que os controles remotos como conhecemos hoje sejam extintos.

CDs e DVDs

Assim como o sistema de armazenamento do computador passou por vários aprimoramentos, o mesmo aconteceu com as mídias de dados. CDs e DVDs representam maneiras mais confiáveis ao armazenamento de dados do que os antigos disquetes, por exemplo. Além disso, com relação a um dispositivo para a reprodução de músicas, a qualidade do som é muito maior do que o antigo disco de vinil.
CDs e DVDs(Fonte da imagem: iStock)
Várias outras características poderiam ser citadas para indicar como esse tipo de mídia “revolucionou” a história da sua própria forma. Não estamos dizendo, também, que os CDs e os DVDs não vão desaparecer da noite para o dia – especialmente se você levar em conta que muitos títulos raros (falando de músicas e filmes) ainda não podem ser encontrados em Blu-rays ou adquiridos via internet, por exemplo.
Porém, por mais que eles venham a ser utilizados por mais alguns anos, com o tempo, possívelmente tais mídias serão substituídos por tecnologias que sejam mais duráveis, confiáveis ou com maior capacidade de armazenamento.

DVD Player

Você se lembra dos antigos videocassetes? Há pouco mais de 10 anos eles estavam começando a ser substituídos pelos aparelhos para reproduzir DVDs. Hoje, o Blu-ray já se encontra relativamente popular e representa uma mídia mais segura e com maior qualidade para o armazenamento de filmes, por exemplo.
Reprodutores de DVD(Fonte da imagem: iStock)
Além disso, serviços como o Netflix também passaram a ser adotados por várias pessoas. Outro quesito que vale nota é o fato de os computadores e os consoles modernos serem plenamente capazes de executar esse tipo de mídia. Dessa forma, acredita-se que em breve seja completamente desnecessário ter um dispositivo apenas para reproduzir DVDs.

Máquinas de fax

Talvez você não possua esse tipo de aparelho na sua casa, mas, atualmente, muitas empresas (e pessoas) ainda utilizam máquinas de fax para a transmissão rápida de documentos. O emprego delas é maior quando é preciso ter uma autorização formal do cliente, como em papéis nos quais seja imprescindível ter uma assinatura.
Entretanto, hoje temos à nossa disposição várias maneiras de enviar documentos em instantes, como serviços de email, mensageiros instantâneos, entre outros. Esses meios representam uma forma para a transmissão de um documento tanto mais econômica quanto muito mais rápida, além de permitir que você possa visualizar o arquivo em questão por mais tempo do que aconteceria no caso de um papel de máquinas de fax.
13 tecnologias que podem ficar obsoletas em 10 anos(Fonte da imagem: Wikimedia Commons)
Mesmo a tecnologia para assinatura digital está em constante evolução, permitindo que as pessoas sejam capazes de realizar autorizações de maneira eletrônica. Por isso, é possível dizer com certa tranquilidade que em breve máquinas de fax serão completamente deixadas de lado.

Relógios de pulso comuns

Ainda que a presença de um relógio no pulso possa fazer um indivíduo parecer “mais respeitável”, no modelo atual eles não são mais uma peça vital na vida das pessoas. Pense em quantas vezes utilizamos um desses dispositivos para ver as horas em vez dos nossos smartphones, reprodutores de MP3 e aparelhos semelhantes.
Relógios serão aprimorados(Fonte da imagem: iStock)
Da mesma maneira, quando estamos em casa, somos cercados por relógios. Eles estão presentes no computador, no micro-ondas, no aparelho de TV a cabo, no reprodutor de DVD ou de Blu-ray; atualmente, diversos aparelhos eletrônicos já possuem uma maneira para você visualizar o horário sem ter que recorrer a um relógio de pulso.
Ainda assim, talvez eles não venham a ser completamente extintos, mas sim substituídos por smartphones ou outros gadgets adaptados para o uso no pulso.

Sistemas operacionais baseados em janelas

Essa é uma tendência que talvez leve um pouco mais de 10 anos para ser completamente extinta. Porém, com o tempo, os sistemas operacionais como conhecemos hoje vão passar por mudanças na forma utilizada para acessar os programas e utilizá-los. Em partes, isso acontece devido à popularização da tecnologia touchscreen.
Windows 8 quebrando paradigmas(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)
Basta observar que mesmo a Microsoft, amplamente conhecida por adotar um sistema operacional cuja interface contém uma “Área de trabalho com janelas”, já tentou quebrar o paradigma com o Windows 8. Provavelmente, no futuro, os sistemas passem a ser mais adaptados para telas sensíveis ao toque e o modelo atual seja substituído.

Monitores e TVs “de tubo”

Embora essa tecnologia já esteja em fase avançada de substituição, ainda é possível encontrar locais que adotam monitores e TVs CRT (sigla para o termo cathode ray tube, em inglês, ou "tubo de raios catódicos”). Da mesma forma, esses produtos ainda continuam à venda e os preços mais populares praticados ainda atraem alguns consumidores.
Monitores afinando(Fonte da imagem: iStock)
Porém, cada vez mais os aparelhos de TV e monitores estão mais finos, e a tecnologia empregada neles já está em um grau avançado, além de os custos de produção terem ficado mais baixos. Com isso, os modelos mais novos certamente substituirão por completo os CRTs que ainda estão no mercado.

Pagers

Por mais que você possa não acreditar, os pagers ainda existem – e ainda estão em uso. Quando eles foram lançados, o objetivo era proporcionar uma forma de encontrar um indivíduo onde quer que ele estivesse. À medida que as taxas de telefones celulares passaram a ser mais acessíveis, esse tipo de aparelho já começou a sua jornada rumo à extinção.
13 tecnologias que podem ficar obsoletas em 10 anos(Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)
Hoje, praticamente não há mais uma função que faça com que o pager seja um aparelho essencial, e é possível que não sejam necessários 10 anos para que eles passem a não ser mais utilizados.

Máquinas de escrever

Pode não parecer, mas as máquinas de escrever foram mecanismos que tiveram grande destaque por muitos anos. Elas evoluíram de modelos completamente mecânicos para elétricos e serviram durante muito tempo para datilografar documentos, trabalhos escolares e cartas, entre outros, desempenhando um papel importante na comunicação.
13 tecnologias que podem ficar obsoletas em 10 anos(Fonte da imagem: Wikimedia Commons)
Hoje, poucas máquinas de escrever ainda estão em uso, mas o seu legado, o teclado QWERTY, talvez ainda permaneça entre nós por vários anos.

Nostalgia à parte

Quem cresceu com as tecnologias citadas talvez sinta certa nostalgia quando existe a possibilidade de extinção de vários itens que ocuparam grande parte de uma vida. Já quem ainda é criança talvez não venha sequer a conhecer muitos desses dispositivos, ou ao menos não no seu uso cotidiano.
A tecnologia está em constante evolução e há sempre uma grande preocupação em tornar a vida das pessoas mais simples. Há quem diga que em 10 anos não teremos mais os mouses e os players de MP3. Embora tal afirmação pareça um pouco exagerada, somente com o passar do tempo será possível afirmar com real embasamento se ela será verdadeira.

San Disk lança a Connect, nova linha de produtos de armazenamento sem fio Foco da novidade é a comunicação com dispositivos mobile, sem importar se são smartphones ou tablets.

San Disk lança a Connect, nova linha de produtos de armazenamento sem fio(Fonte da imagem: Reprodução/SlashGear)
Hoje em dia, é normal que as pessoas tenham um bom computador, um smartphone e até mesmo um tablet, já que esses produtos podem se adequar a situações ou necessidades diferentes. No entanto, um dos problemas de trabalhar com tantos aparelhos diferentes é o fato de haver a necessidade de transferir arquivos entre eles.
Uma das soluções para não ter que ficar repassando arquivos são os serviços na nuvem, mas não é todo mundo que consegue gostar deles — e essa “incompatibilidade” pode acontecer por diversos motivos. Em uma tentativa de resolver essa questão, a empresa San Disk está lançando uma nova linha de produtos de armazenamento sem fio, chamada apenas de Connect.

A preferência é pela mobilidade

San Disk lança a Connect, nova linha de produtos de armazenamento sem fio(Fonte da imagem: Reprodução/SlashGear)
Para que você não tenha que ficar salvando e enviando os mesmo arquivos diversas vezes, a linha Connect conta com dois produtos diferentes. O primeiro é um pendrive, que conta com capacidade de armazenamento de 16 ou 32 GB, além de suporte para conexão WiFi e micro SD. Com isso feito, você pode salvar um arquivo no aparelho através do seu PC e acessar esses dados por internet sem fio com o smartphone ou tablet.
A outra alternativa é um Wireless Media Drive que também tem 64 GB de armazenamento, assim como suporte para WiFi e possibilidade de utilizar um SD de tamanho maior. Além disso, o aparelho conta com uma bateria que dura duas vezes mais do que a do pendrive. No entanto, para utilizar os dois aparelhos, é necessário realizar o download dos aplicativos específicos desenvolvidos pela San Disk.
O pendrive pode ser encontrado por US$ 49 (cerca de R$ 98, sem impostos) e US$ 59 (R$ 118), sendo que esses valores dizem respeito aos modelos de 16 e 32 GB, respectivamente — enquanto isso, o segundo aparelho pode ser comprado por US$ 79 (R$ 158). Infelizmente, não há informações concretas sobre vendas no Brasil.

A história das telas touchscreen .Antes populares apenas em histórias de ficção científica, as telas sensíveis ao toque hoje fazem parte do dia a dia de centenas de milhões de pessoas.

A história das telas touchscreenCriança brincando com tela sensível ao toque. (Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Há alguns anos não era nada comum ver alguém usando um dispositivo com tela sensível ao toque, especialmente um celular. Se você nasceu até os 1990, é bem provável que o primeiro aparelho equipado com tal tecnologia que viu foi em alguma obra de ficção científica do cinema.
Atualmente, smartphones, tablets, GPS e até mesmo monitores que fazem parte do nosso dia a dia trazem telas do gênero. Seja dentro de casa ou na rua, em totens digitais ou caixas eletrônicos espalhados pela cidade, não é tão incomum ver alguém utilizando os dedos (ou uma caneta especial) para manipular o conteúdo exibido no display.
Apesar de ter caído nas graças fabricantes e utilizadores há pouco tempo, a história das telas sensíveis começou há cerca de 50 anos, na Inglaterra, com o inventor E. A. Johnson. De lá pra cá, o conceito evoluiu bastante por meio de contribuições de vários cientistas ao redor do mundo.

A primeira touchscreen

Era o ano de 1965 quando o inventor britânico E. A. Johnson descreveu seu trabalho em torno de uma tela sensível ao toque capacitiva em um pequeno artigo — dois anos depois, ele descrevia o seu conceito em um texto mais completo. Em 1968, um novo artigo do mesmo cientista é publicado, desta vez tratando das possibilidades da tecnologia.
O fato é que os historiadores consideram a tela desenvolvida por Johnson no Royal Radar Establishment, em Malvern, Reino Unido, como o primeiro touchscreen da história. O equipamento foi desenvolvido para uso em radares de controle de tráfego aéreo, perdurando até a década de 1990.
A história das telas touchscreenPrimeiro touchscreen da história. (Fonte da imagem: Bill Buxton)
O equipamento, apesar de capacitivo, era bem simples. Ele era capaz de suportar apenas um toque por vez (ou seja, não tinha suporte multitouch) e também era binário, identificando apenas duas posições: toque ou ausência de toque, independente da pressão aplicada ao display.

Um acidente dá à luz as telas resistivas

Por incrível que pareça, as telas capacitivas, aquelas que podem ser manipuladas com precisão usando apenas a ponta dos dedos para isso, foram criadas antes das resistivas, as que demandam o uso de canetas especiais. Estas surgiram apenas no início dos anos 1970, quando o inventor estadunidense G. Samuel elaborou um método de facilitar os estudos de sua equipe de física nuclear.
Para acelerar um trabalho tedioso, o doutor Samuel — junto de outros dois membros de sua equipe — usou um papel eletronicamente condutivo para ler coordenadas X e Y. Esse protótipo criou meio que sem querer a primeira tela de computador sensível ao toque que se tem conhecimento.

Projeto PLATO

O próximo passo da escala evolutiva ocorreu também no início dos anos 70 e foi chamado de projeto PLATO. A tela utilizada no terminal PLATO IV foi uma das várias surgidas na época e uma das mais bem-sucedidas, apesar de ainda não ser sensível à pressão.
A história das telas touchscreenPLATO IV. (Fonte da imagem: Divulção)
Ela não era nem resistiva, nem capacitiva, mas funcionava a partir de um sistema de infravermelho sobre uma tela de plasma (tecnologia utilizada atualmente nos televisores de plasma). O dispositivo foi criado por Donalt Bitzer na Universidade de Illinois, Estados Unidos, e servia para que os estudantes respondessem questões apenas tocando na tela.

E começam os multitouch

Até então, as telas sensíveis ao toque não eram capazes de identificar mais de um toque por vez. Isso começa a mudar em 1982, quando Nimish Mehta, da Universidade de Toronto, no Canadá, apresenta o primeiro dispositivo multitouch do mundo.
Na opinião de Bill Buxton, cientista canadense pioneiro no ramo da interação entre computador e seres humanos e que deu grandes contribuições ao aperfeiçoamento da criação de Mehta, o aparelho era mais um tablet sensível ao toque do que uma tela propriamente dita.
Em sua linha do tempo de dispositivos de interação com a máquina, Buxton apresenta a o sistema multitouch de Mehta como “um filtro de plástico translúcido montado sobre uma placa de vidro, iluminado lateramente por uma lâmpada fluorescente”. Além disso, uma câmera acoplada abaixo da superfície tátil capturava opticamente as sombras que apareciam no filtro transparente.

Interação gestual

As telas começavam a se desenvolver, mas ainda não apresentavam suporte ao reconhecimento de gestos. Foi Myro Krueger, um artista digital estadunidense, que deu a primeira grande contribuição para mudar esse panorama em 1983, quando apresentou o Video Place (mais tarde renomeado para Video Desk).
O equipamento era um sistema óptico que permitia rastrear o movimento por meio do uso de projetores e câmeras de vídeo. A interação não se dava propriamente com a tela, mas a captação óptica era capaz de reconhecer inúmeros movimentos ou, como relatou Krueger em um livro, se tratava de uma “rica interação gestual”.

A era do touchscreen comercializável

Os anos 1980 marcam um grande salto na história dos dispositivos com telas sensíveis ao toque: o primeiro computador equipado com essa tecnologia chega ao mercado em setembro de 1983, o HP-150. Ele estava equipado com MS-DOS e trazia ainda um monitor de CRT da Sony de 9 polegadas. Um sistema infravermelho reconhecia quando um dedo tocava o display. Era possível ter um desses em sua casa por US$ 2.795.
O grande contratempo, porém, foi o efeito “braço de gorila”. Assim foi chamada a fadiga muscular causada por ter que manter o braço no ar para tocar a tela, afinal, o infravermelho emitido pelo aparelho era bloqueado por seu dedo e, desse modo, a máquina identificava exatamente onde ele se encontrava.
A história das telas touchscreenHP-150. (Fonte da imagem: Divulgação/HP)
Assim, pode-se dizer que a primeira tela do gênero a ser um sucesso comercial foi a criada por Bob Boie do Bell Labs, EUA, em 1984. Ela usava uma matriz capacitiva transparente de sensores táteis sobrepostos em um CRT. Segundo Bill Buxton, ela permitia ao usuário “manipular objetos gráficos com os dedos com um excelente tempo de resposta”.

As telas se tornam portáteis

Os anos 1990 foram o início da fase portátil das touchscreen. O primeiro foi o comunicador portátil Simon Personal Communicator, criado a partir de uma parceria entre a BellSouth e a IBM e que trazia funções de pager, envio e recebimento de emails, calendário, agenda, bloco de notas e calculadora. A tela era resistiva e exigia uma caneta para funcionar.
Muito tempo antes do iPad, a Apple se aventurou no mundo dos blocos de nota digitais com telas sensíveis ao toque: em 1993, a empresa lançava o MessagePad. Resistiva, ela também precisava de uma caneta especial para a manipulação de conteúdo. Por falhas técnicas, o produto foi um fracasso de vendas, ao contrário do seu descendente atual.
A história das telas touchscreen (Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)
Em 1996, foi a vez da Palm entrar no jogo com o Pilot, primeiro de vários dispositivos touchscreen da companhia. A experiência com o equipamento era simples e se assemelhava a desenhar em um pedaço de papel. Por alguns anos e depois de diversos lançamentos, a Palm foi a grande referência quando o assunto era equipamentos de comunicação portáteis com telas sensíveis ao toque.

Chegam os multitouch atuais

No final dos anos 1990, uma nova revolução esteve a caminho das touchscreen. Estudante da Universidade de Delaware, Estados Unidos, Wayne Westerman apresentou a sua dissertação de doutorado “Rastreamento de mão, identificação de dedo e manipulação de acorde em uma superfície multitoque”.
Na publicação, Westerman detalha melhor os mecanismos que atualmente são aplicados às telas que suportam vários toques, utilizadas em praticamente todos os smartphones e tablets. O estudante e seu orientador acadêmico criaram uma empresa chamada FingerWorks, na qual exploraram melhor os seus conceitos.
A história das telas touchscreeniGesture Pad. (Fonte da imagem: Divulgaçãi/FingerWorks)
Lá, eles criaram um equipamento chamado iGesture Pad, um trackpad semelhante ao utilizado em notebooks nos dias de hoje. Vale lembrar que a FingerWorks foi adquirida pela Apple em 2005 e muitas das tecnologias multitouch aplicadas em produtos da Maçã, como o Trackpad e o iPhone, vêm da empresa de Westerman e seu orientador.

Desenvolvimento, 3D e touchscreen

A chegada dos anos 2000 foi realmente significativa para a tecnologia de telas sensíveis ao toque, com um grande número de equipamentos surgindo nesse período. Em 2001, um a chegada do PortfolioWall marca uma nova fase nas possibilidades de interação com conteúdo digital.
O equipamento foi desenvolvido por meio de uma parceria entre a General Motors e uma equipe da Alias|Wavefront. Bill Buxton era o líder do projeto e conta que o PortfolioWall era uma “interface gestual que permitia aos usuários interagir completamente com um material digital”. O equipamento era indicado para grupos de trabalho, pois permitia a manipulação de imagens e animações usando apenas os dedos para isso.

Múltiplos toques e posições

Em 2002, foi a vez da Sony dar sua contribuição à rica história das telas sensíveis ao toque. A empresa japonesa trouxe ao mundo a SmartSkin, uma tecnologia capaz de calcular a distância entre a mão e a superfície por meio de sensores capacitivos e de uma antena.
Diferente de outros métodos, a captação aqui não se dava por meio de câmeras, mas sim de sensores integrados à superfície tátil. Apesar de não ter alcançado um sucesso de mercado, a SmartSkin trouxe grandes contribuições ao desenvolvimento de telas capacitivas e também pode ser considerada predecessora das multitoques atuais.

Pegando com os dedos

O próximo estágio foi iniciado com o HandGear, da empresa canadense DSI Datotech, em 2002. Ele era basicamente um trackpad como o iGesture, mas tinha uma capacidade extra: era possível “pegar” objetos da tela usando o equipamento, aumentando assim o controle da interação com o conteúdo digital. Problemas financeiros impediram o prosseguimento do projeto.
Em 2004, um funcionário da Microsoft desenvolveu uma tela 3D sensível ao toque que funcionava por meio do reconhecimento de gestos. Seu criador era Andrew D. Wilson e a invenção, chamada de TouchLight, usava um projetor para transformar uma placa de acrílico em uma superfície interativa capaz de reconhecer múltiplos toques.

Avanços e superfícies tocáveis

A história da humanidade é, sobretudo, a história da acumulação e transformação do conhecimento — e este artigo já mostra o quanto tecnologias diferentes estão interligadas de forma direta ou indireta. Assim, em 2006, o cientista Jeff Han apresentou ao público a sua tela sensível ao toque livre de interface.
O material era uma ideia inacabada que usava sistema capacitivo e infravermelho para identificar exatamente onde estava sendo tocado. A tela foi possível, explica Han, graças à “reflexão total interna frustrada”, ou FTIR na sigla em inglês, uma técnica biométrica para reconhecimento de impressões digitais.
A criação de Jeff Han era sensível à pressão e capaz de sentir absolutamente qualquer toque na tela, além de sua produção não ser tão cara, como relatou o inventor durante apresentação no TED daquele ano. Em 2012, Han vendeu sua empresa para a Microsoft.

Computador dentro da mesa tátil

Antes de “Surface” ser o nome do tablet da Microsoft, a companhia de Bill Gates usou o título para representar a sua tabletop sensível ao toque. Um “computador dentro de uma mesa”, como relatou o Ars Technica em 2007, o equipamento trazia imagens retroprojetadas em uma superfície localizada no topo de uma mesa.
Foram 85 protótipos até que o material ficasse pronto para a sua primeira versão final, demonstrada pelo próprio Gates. Em 2008, a companhia apresentou ao mundo uma versão de 30 polegadas do equipamento e revelou também que seu foco eram comerciantes que desejavam dar uma amostra de hardware e software a seus clientes dentro da loja.
A história das telas touchscreenMicrosoft Surface (Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)
Os últimos anos foram de renovação para a linha: a Microsoft mudou o nome, visto que Surface agora é o tablet desenvolvido pela empresa, e passou a chamar sua tabletop de PixelSense.
O equipamento funciona com luz posterior que emite infravermelho, atinge o vidro da tampa e reflete nos sensores integrados, permitindo assim identificar a ação realizada na tela. Assim, o nome escolhido pela Microsoft reflete exatamente a capacidade de seu produto: cada pixel do display é sensível ao toque.

50 anos depois

Quase cinco décadas depois do trabalho apresentado por E. A. Johson no Reino Unido, as telas sensíveis ao toque servem a seus usuários das mais variadas maneiras. Para fins de entretenimento ou profissionais, é fato que estes dispositivos vão fazer cada vez mais parte de nossa vida. Como isso vai acontecer, porém, já é outra história.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

LG produz o display Full HD mais fino de todos os tempos Com 2,2 milímetros de espessura, ele deve servir para a produção de celulares com dimensões ainda mais reduzidas.

LG produz o display Full HD mais fino de todos os tempos(Fonte da imagem: Divulgação/LG)
A LG acaba de anunciar o que, até o momento, é o LCD para smartphones “mais fino do mundo”. Com 5,2 polegadas e o objetivo nobre de “tornar os aparelhos mais finos e leves de forma geral”, o display ainda deve trazer uma superfície mais amigável à navegação por toques — além de uma imagem mais nítida, garante a fabricante.
O painel tem bordas de 2,3 milímetros, mas é a espessura da tela que realmente impressiona: 2,2 milímetros, o que lhe garante ainda o título de “menor display com resolução Full HD” até o momento. Por conta das bordas estreitas, a tela deve trazer ainda uma área de visualização consideravelmente maior do que a de outros modelos — algo que foi considerado como “vital” pela LG.
LG produz o display Full HD mais fino de todos os tempos(Fonte da imagem: Divulgação/LG)
A nova tela foi construída com base na tecnologia Advanced One-Glass-Solution (OGS), da própria LG, que aparece pela primeira vez em um painel para smartphone. Em vez de utilizar um único circuito, o modelo prega a instalação de dois circuitos impressos flexíveis.
“O anúncio de hoje, do LCD Full HD mais fino do mundo, representa um avanço estimulante para o segmento de smartphones de alto desempenho, e é possível graças ao nosso conhecimento em IPS e tecnologias baseadas em toque”, disse o vice-presidente do núcleo de desenvolvimento de telas da LG, Dr. Byeong-Koo Kim, com a falta de modéstia característica dos releases de imprensa.


A bateria do seu futuro smartphone pode ter "casca de arroz" por dentro Resíduo do grão pode ser utilizado para fazer ânodos paria maa baterias.

A bateria do seu futuro smartphone pode ter Baterias com ânodos de casca de arroz são mais eficientes. (Fonte da imagem: Reprodução/TNW)
O desafio para produzir baterias cada vez mais potentes tem sido um grande fato de desaceleração do desenvolvimento da tecnologia. Você possui ótimos notebooks, mas as baterias não aguentam o tranco, sem contar que boa parte de nossos gadgets recebe pouquíssimo empenho no sentido de gastar menos energia. Imagine então como ficará situação das baterias quando começarmos a utilizá-las em massa em carros elétricos e outros dispositivos. Com isso, alguns componentes podem ficar difíceis de encontrar quando a demanda aumentar.
Um desses itens é o grafite, utilizado atualmente para produzir os ânodos de baterias de íons de lítio. O material já dá sinais de rareamento em alguns locais, mas, graças às pesquisas de um grupo sul-coreano, ele pode ser substituído por um composto de silício extraído de casca de arroz. Sim, aquele resíduo que serve para pouca coisa e, por vezes, não é aproveitado para nada, sendo queimado para ser descartado.
Os pesquisadores descobriram que o material é inclusive mais eficiente para a transmissão de eletricidade nas baterias do que o grafite. Assim, eles queimam as cascas de arroz, misturam com ácido e conseguem extrair o silício desse composto.
Além de ser mais eficiente, os ânodos de silício de arroz podem ser mais baratos que os de grafite. Ao contrário do material tradicional, ele é renovável e disponível em abundância, sendo que milhares de produtores no mundo inteiro lidam com o cereal. Por isso, talvez no futuro, seu smartphone tenha componetes derivados desse grão tão fundamental para nossa alimentação.


domingo, 7 de julho de 2013

Snapdragon BatteryGuru: aplicativo melhora o desempenho de bateria Software aprende o comportamento do seu smartphone ou tablet e otimiza a execução de aplicativos em segundo plano.


Que tal melhorar o desempenho da bateria do seu smartphone? Essa é a proposta do aplicativo Snapdragon BatteryGuru, disponível para aparelhos Android que possuam processadores Snapdragon. O software é gratuito e pode ser baixado no Google Play.
Muitos recursos do seu dispositivo ficam ativados, mesmo quando não estão sendo utilizados. O que o software desenvolvido pela Xiam Technologies Limited faz é “aprender” como você usa o seu aparelho de forma a reduzir atividades desnecessárias sendo executadas em segundo plano.
Um exemplo: quando a sua conexão WiFi está ativada o aparelho tenta localizar constantemente um ponto de acesso, mesmo quando está fora de alcance. O Snapdragon BatteryGuru aprende onde estão os seus pontos de acesso e ativa a conexão WiFi somente quando necessário.

Atualização de aplicativos

Ao longo do dia, seus aplicativos se conectam várias vezes na internet, muitas vezes usando o seu plano de dados e consumindo bateria de forma desnecessária. O Snapdragon Battery Guru ajuda os aplicativos a decidirem quando buscar atualização, tendo como base os seus padrões pessoais de uso.

Robô japonês se confunde ao trabalhar como guia de museu Asimo, o famoso robô desenvolvido pela Honda ainda não conta com uma inteligência artificial bem desenvolvida.

Robô japonês se confunde ao trabalhar como guia de museuAsimo tirando as dúvidas da galera (Fonte da imagem: Reprodução/Associated Press)
Você se lembra do Asimo, um robô desenvolvido pela Honda e que já foi notícia em vários artigos.
Pois saiba que o invento da companhia japonesa já chegou à adolescência e, após passar por uma grande atualização em 2011, foi colocado em operação nos últimos dias, inclusive ganhando o seu primeiro “emprego”.
O trabalho conquistado pelo robô seria o de guia no National Museum of Emerging Science and Innovation, mais conhecido como Miraikan. Entretanto, infelizmente nem tudo saiu como o planejado pelos pesquisadores.

Um robôzinho confuso

Algumas situações básicas acabaram confundindo o humanoide. Quando as pessoas erguiam as suas câmeras para tirar fotos do guia, ele entendia que elas estavam erguendo as mãos para fazer perguntas, por exemplo. Dessa forma, a cada nova câmera ou smartphone postada em sua direção, o robô vinha respondendo com um “quem quer fazer uma pergunta ao Asimo?”. Além disso, o seu funcionamento geral também não agradou a muita gente.
Robô japonês se confunde ao trabalhar como guia de museu"Quem quer fazer uma pergunta ao Asimo?" (Fonte da imagem: Reprodução/Associated Press)
Isso porque apesar de ele estar configurado para conseguir responder a cerca de 100 questionamentos diferentes sobre o museu, ele não conta com um reconhecimento de voz. Dessa forma, caso você quisesse saber algo, precisaria acessar um painel touchscreen e visualizar as perguntas escritas.
Satoshi Shigemi, um dos responsáveis pelo projeto Asimo, cita que muita coisa ainda precisa ser feita. Ele diz, por exemplo, que a ideia é que o robô consiga reconhecer quem está falando com ele – e que assim, ele também possa responder aos respectivos questionamentos.
“Atualmente ele consegue reconhecer uma criança acenando para ele, mas ele não é capaz de entender o significado do gesto”, disse Shigemi à Associated Press. Isso mostra que a inteligência artificial desenvolvida para o Asimo ainda precisa de muito aprimoramento.